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8 perguntas que você deve fazer antes de comprar um carro

Comprar um carro faz parte dos sonhos de todo brasileiro que vai para os Estados Unidos. Realizar esse desejo pode ser empolgante, no entanto, é importante não permitir que a ansiedade te leve a fechar um negócio ruim.

Quer evitar que o sonho de comprar seu carro se transforme em pesadelo? Preparamos uma lista com 8 perguntas para comprar um carro. Continue a leitura e confira!

1. Quanto você pode pagar por mês?

Para responder a primeira das perguntas para comprar um carro, deixe seu orçamento guiar suas decisões. Apenas considere modelos dentro de suas possibilidades. Se você conhece a prestação que se encaixa no seu salário, você consegue determinar o pagamento mensal máximo que pode assumir.

Ao se informar sobre o preço do carro desejado torna-se possível avaliar diferentes formas e taxas dos empréstimos disponíveis e identificar qual o tamanho do impacto que isso vai gerar na sua renda mensal. Experimente pagar uma parte em dinheiro e certifique-se que a taxa oferecida pelo vendedor é mais baixa do que o seu banco ou cooperativa de crédito oferece.

2. Qual é o preço total do carro?

Pesquise os preços em várias concessionarias, guias de carros e outros recursos. Também é importante dar uma olhada nos preços das prestações e no preço de venda sugerido pelo fabricante — em inglês, manufacturer’s suggested retail price (MSRP) — de qualquer carro que você considere comprar.

Não se deixe iludir pela promessa de parcelas mensais baixas. Concentre-se no valor total que você pagará pelo carro. Negocie os menores custos para o veículo, incluindo taxas e opcionais antes de discutir o financiamento.

Fabricantes de automóveis algumas vezes oferecem baixas taxas de juros que podem parecer bem atrativas. Porém, muitas vezes ao escolher essa forma de pagamento abre-se mão de um desconto no preço à vista, aumentando o custo total do carro.

Uma opção que deve ser avaliada é pegar um empréstimo em uma cooperativa de crédito. Dessa forma é possível aproveitar o desconto do fabricante com taxas de juros ainda interessantes, reduzindo o custo total do financiamento.

3. Como ter certeza de que o carro está em bom estado?

Se você pretende adquirir um carro usado é muito importante ter consciência da história do veículo. Sempre obtenha um relatório do histórico para aferir a quilometragem e verificar se ocorreram danos no passado.

Também é importante procurar um mecânico certificado para confirmar as condições de compra. Se o vendedor parecer hesitante em permitir uma inspeção, prossiga com muito cuidado. O mais cauteloso é desistir do negócio com esse comerciante e buscar outra oportunidade.

Outra dica valiosa é que com base no VIN — vehicle identification number, ou número de identificação do veículo, em português — é possível obter um relatório com informações sobre a história do carro. Podemos, por exemplo, verificar se o automóvel foi exposto a algum acidente, desastres naturais e de que forma os reparos foram feitos.

Verifique também com o concessionário o registro das revisões efetuadas naquele veículo. Caso a empresa de venda tenha feito a manutenção corretamente, você tem grandes chances de ficar um bom tempo sem precisar fazer alguma correção no veículo.

4. Como você vai utilizar o carro?

Encontrar o carro sob medida para você começa pela identificação das suas necessidades. Pense sobre os itens que você considera relevantes. Saber onde e como você vai usar o veículo é extremamente relevante para uma decisão acertada.

Se o seu trajeto predominantemente for por estrada sem asfalto, opcionais como a tração nas quatro rodas são muito mais importantes do que para veículos de circulação urbana ou pelas estradas.

Outro ponto importante é o tipo de carga que você transporta normalmente. Se você pretende transportar grande quantidade de mercadorias, considere a compra de uma pick up; já se a preferência é o transporte da família um utilitário pode ser muito mais interessante para você.

Leve em consideração também outros itens, como consumo de combustível, performance, conforto dos passageiros e os dispositivos de segurança disponíveis. Falando em segurança, experimente verificar na internet como o veículo que você está de olho se saiu na manobra do alce. A segurança pode fazer toda a diferença na decisão de compra!

5. Quais serão os custos de manutenção?

Muitas pessoas compram carros que não conseguem manter e logo são obrigados a repassar o veículo. Isso é muito triste, mas podemos evitar com alguns cuidados básicos na hora da compra. O custo de manutenção varia entre as marcas, modelos e até ano de fabricação.

Existem algumas opções para encontrar os valores dos modelos que você está pensando em comprar. É possível procurar a informação em sites automotivos ou entrando em contato com mecânicos e em conversas com proprietários. É muito importante consultar e conhecer as experiências de donos dos veículos desejados.

Ainda falando de manutenção, lembre-se de questionar sobre a disponibilidade de peças para a reposição. Em caso de problema e necessidade de substituição de itens, dependendo do estoque de peças do fabricante, você pode ficar dias ou até semanas aguardando o componente para o conserto.

6. Qual seria o custo do seguro?

Ao levantar o custo total do seu carro, lembre-se de que o seguro varia muito em relação ao modelo de veículo e ano de fabricação. As seguradoras também levam em conta a região onde o carro será utilizado e o local que ficará guardado.

Os custos com seguro são relevantes ao tratarmos dos gastos anuais com o carro. Ligue para as companhias de seguro para avaliar quanto custará a proteção para os modelos que você está pesquisando, pois isso evitará surpresas desagradáveis.

7. Qual é a cobertura da garantia?

Uma boa garantia oferece uma proteção completa em relação aos custos futuros de reparos. Durante a compra, procure saber exatamente qual é a cobertura e por quanto tempo.

Algumas garantias podem incluir assistência a paradas na estrada, uma vantagem que pode te proteger em viagens. Compare as opções de garantia com o que é coberto pelo seu seguro de forma que você não pague pelo mesmo serviço duas vezes.

Questione qual é a política de devoluções da empresa. Algumas concessionárias podem rir dessa pergunta, porém, uma empresa séria provavelmente te dará tempo para repensar a compra e, pelo menos, te oferecerá outro carro pelo mesmo valor. A regra é que nenhuma te devolverá o dinheiro.

8. Como ficará o preço na revenda?

Por último, mas não menos importante, você deve fazer uma projeção de quanto tempo você pretende ficar com o carro e tentar prever o preço da revenda.

O valor da revenda é muito importante, pois normalmente os proprietários utilizam esse valor de entrada na compra de um veículo novo. Verifique os guias NADA para ter noção e avaliar os valores para comércio e varejo de carros usados.

Se você gostou das dicas sobre perguntas para comprar um carro, entre em contato conosco e conheça nossos serviços!

O incrível roteiro da Highway 50, a estrada mais solitária dos EUA

Em um amplo território, que coloca o país entre os 4 maiores do mundo, é de se imaginar a quantidade de estradas que corta os Estados Unidos. Inclusive, são tantas rodovias que você pode passar por centenas de quilômetros sem cruzar com outro veículo.

É o caso da mística por trás da Highway 50, também conhecida como “a estrada mais solitária dos EUA”. E dissemos mística porque o roteiro é, hoje, um dos mais badalados pelos aventureiros do oeste americano.

Ele passa por importantes cidades, com atrativos que vão muito além de sua vegetação rasteira e da poeira que se levanta ao redor da estrada (embora a sua grande atração seja a possibilidade de cruzar o país em uma jornada de autocontemplação).

Quer saber mais sobre a estrada mais solitária dos EUA? Então, descubra antes como proteger o seu carro do sol (afinal, trata-se de um passeio às margens do deserto) e planeje a sua viagem pela Highway 50:

A lenda da estrada mais solitária dos EUA

Com quase 100 anos de história (tendo sido inaugurada em 1926) e asfalto que se estende pelo país por quase 5 mil quilômetros, a Highway 50 liga as regiões leste e oeste dos Estados Unidos, quase que cortando as regiões norte e sul ao meio.

Isso deve fazer com que você se pergunte por que uma das estradas que fizeram parte do plano rodoviário original do país ganhou um título que pode remeter ao total abandono, não é mesmo? Isso se deve a dois fatores principais:

  • ao longo do século XX, outras estradas foram planejadas — como as interestaduais —, reduzindo a necessidade de cruzar o país inteiro em uma estada, apenas;

  • o trecho oeste da Highway 50, que passa por Nevada, é quase que inteiramente composto por uma zona rural, enfeitada por montanhas e uma extensa área desértica.

Dessa maneira, quem se aventurava por toda a estrada se deparava com um cenário similar por muitos e muitos quilômetros de montanhas e de poeira levada ao vento por todos os lados.

Algo que, por si só, já reforça a importância em fazer a manutenção do carro antes de se embrenhar através do asfalto. Imagine ter um imprevisto na região em uma época em que celulares eram aparelhos que só existiam nos livros e nos filmes de ficção-científica?

Acontece que, em meados da década de 1980, a revista norte-americana Life também pensou nas possibilidades desse trecho de baixíssima circulação da Highway 50, que realizou uma reportagem na qual a apelidou como a estrada mais solitária dos EUA.

O que poderia ser um título capaz de afundar a prosperidade turística local se tornou uma reviravolta para a solidão desértica daquela parte da Highway 50.

O atrativo turístico da Highway 50

A estrada, em si, não é um ponto de interesse para os motoristas: é uma pequena linha de asfalto que segue em ambas as direções, completamente cercada pelas cores do deserto.

O percurso, também, não foi povoado por hotéis, comércios e outras oportunidades turísticas devido à popularidade do artigo da revista Life.

Afinal, ao longo do percurso — que vai das cidades de Ely até Fernley, Nevada, você vai cruzar por 9 cidades, 2 minas abandonadas, um ou outro posto de combustível e, possivelmente, alguns coiotes.

Isso faz com que o roteiro não seja uma viagem para qualquer um, mas somente para aqueles que desejam desbravar um pedaço conservado da história dos Estados Unidos quando as rodovias começaram a ser riscadas nos mapas regionais.

Não à toa, muitos dizem que os viajantes interessados em cruzar a Highway 50 vão precisar de:

  • paciência;

  • disposição;

  • alguns mapas e roteiros (para identificar os postos de combustíveis durante o percurso);

  • uma boa seleção musical a bordo;

  • aproveitar a própria companhia.

Quer dizer: você pode fazer o roteiro com amigos, mas a solidão é um elemento comum por todo o trajeto. Por isso, é importante se preparar para longos quilômetros de silêncio enquanto o desértico cenário norte-americano se revela imponentemente pelo caminho.

Além disso, toda essa mística é o trunfo que atrai  viajantes com o mesmo propósito há quase 30 anos: desbravar, sozinho, uma das estradas mais antigas dos Estados Unidos.

O que encontrar ao longo da Highway 50

Como dissemos, todo o percurso chega a quase 5 mil quilômetros. Algo que os condutores que “sobreviveram à Highway 50” — frase que estampa grande parte dos souvenires — dizem cumprir em 3 ou 4 dias.

Mas é na área oeste que ela ganha a fama de estrada mais solitária dos EUA. E é lá que a jornada pode variar, já que os pontos turísticos podem se revelar, ou não, do seu interesse.

Por exemplo: o International Hotel, em Austin, é uma verdadeira viagem ao passado, enquanto as luzes de neon, em Nevada, são sedutoras para outros tipos de viajantes.

Em toda a jornada, no entanto, carcaças de animais disputam a atenção dos motoristas com imóveis desocupados — abandonados, em sua maioria —, como o Stokes Castle, uma construção que serviria de retiro para um investidor, mas que se revelou uma interessante construção para fazer coro ao abandono que ecoa por toda a Highway 50.

Até por isso, se você tiver interesse na viagem oeste — que pode ser feita em 1 ou 2 noites de viagem — ou o trecho completo, é preciso entender que o grande atrativo da Highway 50 está no momento reflexivo que ela proporciona.

Afinal, entre os milhares de quilômetros que cortam o país, você terá a sua própria companhia, primordialmente, ao longo do deserto e de um cenário que criou o seu próprio american way of life e vai passar em alta velocidade pela janela do carro.

Uma boa notícia é que você precisará mais se concentrar em si, e menos naquela atenção redobrada que damos ao trânsito para evitar acidentes.

O que achou da Highway 50, a estrada mais solitária dos EUA? Sentiu que o roteiro é apropriado para o momento que você vive, sendo uma deliciosa oportunidade de conhecer o país de leste a oeste (e vice-versa) e a si mesmo?

Agora, caso você queira aproveitar para realizar novos passeios por esse vasto território de estradas históricas, conheça X rodovias dos EUA encantadoras que devem constar nos seus futuros itinerários!

Tudo que você precisa saber para comprar carro usado nos EUA

A compra de um carro usado nos EUA representa várias conquistas. Garantir, de vez, um modelo top de linha, com diversos opcionais e muito conforto, é uma delas. Em partes, trata-se também de um investimento, pois envolve comodidade e status.

Ao mesmo tempo em que é preciso ter o dinheiro para fazer essa aquisição, não dá para fechar um negócio de qualquer jeito. Descubra, a seguir, os detalhes fundamentais deste importante passo!

1. Pesquise preços

Estar por dentro dos valores é um passo fundamental para fazer bom negócio. As diferentes marcas, as condições de uso do automóvel e o ano de fabricação, entre outros fatores, fazem com que cada veículo tenha uma variação de preço. Por isso, é essencial pesquisar.

Apenas lembre-se de que modelos com muitos opcionais tendem a ter uma desvalorização de mercado maior. Se, na hora da compra, você faz um bom negócio, tenha em mente que quando for vender a desvalorização pode ser maior.

Essa pesquisa pode ser feita em sites específicos de venda de veículos. Alguns permitem realizar comparações, para você verificar o que cada modelo tem de destaque.

Verifique também os anúncios de jornais. Essa opção te dará uma ideia dos preços praticados em uma localidade específica. Se você tem em mente uma faixa de valores que permite definir o quanto é caro e o quanto é barato, vai ter bons argumentos para negociar.

2. Leis as regras sobre venda de carro usado nos EUA

Vale ressaltar que, nos EUA, cada estado pode ter leis específicas com relação às regras de consumo. Algumas federações são mais pró-consumidores do que outras.

No caso de Massachussetts, por exemplo, onde há uma grande comunidade brasileira na região de Boston, existem regulamentações estritas para a venda de carros novos e usados. É a chamada Lemon Law.

Outra exigência é que veículos usados sejam submetidos à inspeção 7 dias antes da venda. Essa é uma forma interessante de garantir que o comprador está fazendo um bom negócio. Em estados onde a regulamentação é mais rígida, até mesmo os representantes comerciais precisam estar cadastrados no governo.

Uma importante orientação para quem vai comprar carro é ficar atento às regras que os departamentos que tratam sobre a relação de consumo no estado editam. Isso serve mais como uma forma de proteção, principalmente quando se precisa acionar quem vendeu o veículo por conta de algum defeito.

3. Saiba mais sobre a Lemon Law

A chamada Lemon Law é o conjunto de regras que cada estado norte-americano tem para regular as relações de consumo. Ela envolve não só a questão dos automóveis, mas também outros produtos (o mais comum, entretanto, é se tratar sobre veículos).

Essas regras vão ajudar a resolver impasses que não conseguem ser solucionados com a garantia que é ofertada. Dependendo do estado, há algumas restrições com relação à aplicação da lei para venda direta ou por meio de uma loja.

Em cada federação, a Lemon Law específica é administrada por uma entidade ligada ao governo estadual. Em geral, é o departamento de relações de consumo e regulação de negócios que trata sobre o tema.

O conjunto de regulamentações também costuma ser dividido em áreas. Entre elas, está a de novos veículos, os financiados (leased vehicles), usados e o uso prático das regras.

4. Confira regras e prazos

Dentro das regras que tentam controlar e promover a venda de veículos usados nos EUA, a Lemon Law tem orientações específicas quanto a certas garantias e até mesmo a especificações que caracterizam o negócio. Novamente, é importante ressaltar que cada estado norte-americano tem sua regulamentação.

No exemplo de Massachussetts, mencionado anteriormente, a regra define como carro usado o que for vendido tanto por vendedor quanto pelo próprio proprietário, custar no mínimo US$ 700 ou tiver menos do que 125 mil milhas no odômetro na hora da venda.

A garantia é de 90 dias e 3.750 milhas, sendo que o vendedor, nesse período, precisa providenciar qualquer reparo necessário (por afetar diretamente a segurança). Claro que essa cobertura só é válida se o defeito não tiver sido causado pelo mau uso do comprador — situação semelhante à que é definida no Brasil.

Nessa garantia, o vendedor pode até cobrar US$ 100 por conta dos reparos, mas isso precisa estar descrito no contrato para ter validade. Dependendo do caso, quem vendeu pode inclusive oferecer para comprar o carro de volta pelo mesmo preço, se for decidido que ele não o consertará.

Quando a venda for feita diretamente com o proprietário, ele está obrigado, por lei, a informar possíveis defeitos. Se o problema surgir depois do negócio e houver prova de que o antigo dono sabia da situação, a devolução do dinheiro deve ocorrer nos primeiros 30 dias após a compra. E o cancelamento do trato pode ser solicitado se o reparo necessário ultrapassar 10% do valor do veículo.

5. Lembre-se de que a cobertura não atende a todos

A Lemon Law especifica que nem todos os modelos estão submetidos às regras estabelecidas. Isso pode variar de estado para estado, mas, no geral, motor homes, veículos off-road, aqueles que são apenas para uso de empresas e os que sofreram danos por negligência do dono, acidentes e atos de vandalismo não estão incluídos.

Se você estiver procurando por modelos muito personalizados, procure saber previamente se esse tipo de carro está coberto ou não pelas leis da relação de consumo.

6. Faça um test drive 

Ao entender com detalhes e ter uma boa noção dos critérios legais e dos preços sobre os automóveis, rodar com o modelo desejado representa um importante quesito para se decidir pela compra.

O test drive é crucial para identificar se aquele tipo de carro é exatamente o que você espera. Portanto, faça avaliações com relação ao seu uso diário. Verifique a facilidades de estacionamento, o posicionamento dos bancos e o painel de instrumentos.

Essas questões farão parte de sua rotina depois da compra do automóvel. Não será possível mexer ou mesmo reclamar se a visibilidade não for tão boa quanto você esperava e o conforto, que parecia ser um, apresentar-se bem diferente ao andar em ruas e rodovias.

A única saída para resolver problemas com relação à adaptação ao modelo é acostumar-se ou vender e procurar outro. Nem todo mundo pensa em detalhes ligados à rotina e ao uso do carro em diferentes situações — e se ele está adaptado a elas.

Comprar um esportivo para uso diário pode ser legal no começo, mas o consumo será alto e pode ser que a vaga para estacioná-lo não seja tão simples de encontrar. Essa avaliação está, também, condicionada à verificação das partes mecânicas do veículo.

Test drive mecânico

Ao constatar o que de luxo e tecnologia um veículo a ser adquirido pode ofertar, dirigi-lo antes do negócio é exigência para ouvir barulhos do interior, da suspensão, do câmbio e do motor. Claro que um especialista pode identificar condições de uso com mais precisão, mas um motorista comum notará se algo aparenta estar errado ao conduzir o carro por ruas, avenidas e rodovias.

Tente notar se, ao virar a chave, a partida logo é acionada ou o motor fica pesado para começar. Barulhos muito estridentes não são bom sinal. Fuja do negócio se algo do tipo for percebido.

Durante a volta pela cidade, passe em lombadas e tente sentir barulhos vindos da suspensão ou estalos. Se há algum defeito ou peça a ser substituída, ela vai se denunciar com esses sons.

Um teste muito fácil de ser feito (e que funciona) é esterçar toda a roda e fazer uma volta inteira. Trata-se de um verdadeiro esforço para a suspensão — e algum defeito será notado durante essa avaliação. Realize o procedimento dos dois lados.

Para identificar se o carro está puxando para algum dos lados, dirija em uma via que seja plana e solte a direção em velocidade baixa. O veículo precisa andar em linha reta. Se pender para um dos lados, há defeitos que causam isso, entre eles a necessidade de balanceamento, roda torta ou mesmo uma batida que tenha entortado o chassi.

Outra avaliação essencial é observar o desgaste dos pneus. Caso eles estejam “comidos” de forma muito diferente, algum defeito pode estar presente na suspensão ou na roda.

7. Analise o “coração” do veículo

Ainda nessa etapa de test drive, saber a condição do motor, que faz toda a máquina funcionar, deve ser determinante para a compra. Um problema no “coração” representa gasto alto e, muitas vezes, um período de espera pelo conserto. 

Um carro que apresenta algum defeito do tipo só deve ser comprado se for uma oportunidade única, com preço muito abaixo do mercado. Mesmo assim, é preciso avaliar o gasto que se terá com o reparo para ver se compensa mesmo.

Já na partida, é possível ouvir o barulho (ou o chamado “ronco”) do motor. Não se pode ouvir qualquer som estridente ou que pareça que há metal batendo em algum componente.

Observe também se sai fumaça do escapamento a cada acelerada. Definitivamente, ela não pode ser preta ou branca, o que demonstra desgaste do motor ou a necessidade de conserto do sistema de injeção eletrônica.

É preciso acelerar mais forte para exigir um pouco mais do motor e perceber se algo errado acontece. Em condições normais, nenhuma fumaça desses dois tipos sai do escapamento.

Não deixe de levantar o capô e puxar a vareta de medição do óleo. Além de mostrar o nível, ela pode apontar como está a viscosidade e a cor do lubrificante.

Se houver um líquido esbranquiçado no medidor, é sinal de que passou água para o óleo. Isso ocorre quando a junta do cabeçote queima. Em resumo, trata-se de um defeito caro para ser corrigido.

O óleo muito escuro também demonstra que o atual proprietário não estava cuidando da manutenção, como a troca do lubrificante. Erros como esse causam desgastes no motor e, mesmo que ele não esteja fazendo barulhos estranhos, saiba que o veículo foi exigido além de suas condições normais.

8. Teste a embreagem

A embreagem compõe o sistema que faz o veículo andar. O conjunto permite que as marchas sejam engatadas e a energia do motor seja transferida para as rodas. O desgaste da peça é comum com o tempo, e o conserto é relativamente caro.

No caso de venda do carro, esse problema, que parece difícil de ser identificado, pode ser percebido por um leigo a partir de um teste simples, mas que tem efetividade em automóveis que não são automáticos.

O pedal da embreagem é um “termômetro” para verificar o estado da peça. Ele precisa se mostrar macio quando acionado. Seu endurecimento é sinal de que a embreagem (ou alguma peça do kit) está com defeito.

9. Verifique o estado de conservação

Avarias, riscos e arranhões na lataria precisam ser analisados antes de qualquer compra. Esses pequenos defeitos desvalorizam bastante o carro e podem ser difíceis de serem consertados.

Correr os olhos e passar a mão na lataria ajuda a observar qualquer situação anormal. A presença desses problemas pode significar não o fim do negócio, mas um pedido de redução do preço final.

Também é preciso deitar para ver embaixo do carro. Procurar por sinais de batida, amassados e outras imperfeições. Essa observação permite identificar até mesmo possíveis colisões anteriores.

10. Confira borrachas e vidros

Alguns defeitos pequenos passam, muitas vezes, despercebidos para quem não os procura cuidadosamente. Esse é o caso de minúsculos trincos em vidros, que podem ser causados por pedras. Trincos grandes, claro, são facilmente percebidos e, ao se fazer uma vistoria, o comprador pode reclamar. 

Os problemas menores precisam ser observados de forma mais minuciosa e, apesar de aparentarem “inofensividade”, podem ser ampliados com alguma mudança de temperatura ou outro objeto que atinja a superfície. Nessas situações, será preciso fazer a substituição.

Nas portas, o ideal é verificar se os vidros sobem e descem com tranquilidade ou ficam agarrando em algum momento. As borrachas têm a função de isolamento para barulhos do exterior e vedação. Se estiverem ressecadas, não cumprem esse papel e podem dificultar o fechamento de portas e porta-malas.

11. Cheque a pintura

Um dos itens que mais chamam a atenção em um carro é sua pintura, pois se trata da primeira impressão que o veículo vai deixar. Dá para entender por que a análise de tal quesito é tão importante, não é?

Riscos, marcas, cicatrizes… Tudo isso deixa uma impressão ruim e faz com que o preço do automóvel fique menor no mercado. Mesmo que o reparo não seja dos mais caros, danos desse tipo são muito prejudiciais.

Um detalhe que precisa ser observado pelo comprador é a diferença nas tonalidades da pintura no chassi. Além de formar a parte estética, a cor também tem a função de proteger contra sinais do tempo. O sol, a chuva e a neve de alguns locais podem desgastar a pintura com o passar dos anos.

Somam-se a isso outras condições, como fezes de pássaros, maresia e seiva de árvores. Se não houver o cuidado devido, com o uso de ceras, por exemplo, o desgaste fica mais acentuado e “cria” novas cores para o veículo.

Relação entre pintura e preço

Uma variante condicionada ao valor do carro é a cor dele. As mais chamativas têm personalidade forte, tornam-se selecionadas, mas nem por isso são as que proporcionam maior potencial de revenda. Na hora da compra, saiba que ter um carro “notável” pode ter seu preço na hora de passar para frente.

Um dos tons mais comuns no mundo é o branco, que conseguiu ter algumas variações e ficou personalizado, principalmente em modelos mais caros. Na sequência, aparecem o preto, o prata e o cinza.

Um estudo apresentado na Austrália, em 2007, pelo Monash University Accident Research Centre, demonstrou que os veículos com cores claras tiveram 10% menos envolvimento em acidentes durante o dia. A comparação foi feita com carros de tons mais escuros, como preto, azul, cinza, verde e até mesmo prata.

Ainda assim, essa questão da segurança não é exatamente um critério determinante para o negócio, ao menos em se tratando de preço. Isso porque nem as seguradoras levam em consideração detalhes como esse.

12. Dê preferência para as marcas mais vendidas

Quando se trata de popularidade, nem mesmo os carros ficam de fora. Marcas mais comuns e com boa aceitação no mercado sempre representam melhores negócios, com perda muito menor no quesito valor.

Quando se pretende comprar um automóvel usado nos EUA, entender esses detalhes faz a diferença porque influencia diretamente no preço que se pagará. Ao se colocar na ponta do lápis os custos do negócio, dar preferência para modelos desse tipo é uma vantagem.

Entre as que podem ser elencadas aqui, estão as peças de reposição, que são mais acessíveis e fáceis de serem encontradas. O potencial de revenda é grande e, dessa forma, o risco de perder muito dinheiro diminui e a garantia de fazer uma boa compra acaba sendo representativa.

Nos EUA, os mais “queridinhos” dos últimos anos incluem os seguintes modelos:

  • Acura TL;
  • Dodge Charger;
  • Camaro;
  • Focus;
  • BMW 3 Series;
  • Toyota Highlander;
  • Fusion;
  • Nissan Maxima e Altima;
  • Honda CR-V;
  • Mustang;
  • Ford Escape;
  • Malibu;
  • Impala;
  • F-150;
  • Civic;
  • Corolla;
  • Camry;
  • Accord.

13. Lembre-se da documentação

Um veículo usado nos EUA segue regulamentos um pouco diferentes em cada estado. O registro precisa ser feito na regional do Department of Motor Vehicles (DMV), na Secretary of State (SOS), no Department of Revenue (DOR) ou na Motor Vehicle Division (MVD).

Antes de realizar esse registro, o novo proprietário precisa obter a inspeção de segurança, a cobertura por um seguro e a aprovação em teste de emissões. Os custos para esse tipo de registro variam.

Depois desse processo, é possível ter a placa do veículo registrada. O vendedor repassa o certificado para o novo dono, em um tipo de transação semelhante ao que acontece no Brasil.

As taxas cobradas variam de acordo com o estado, peso e ano de fabricação do carro. Como mencionado antes, cada federação tem sua política e, em algumas, as exigências são maiores e consideradas mais favoráveis ao consumidor.

O pagamento é anual e definido com base na data de nascimento do proprietário. Inclusive, quem não paga em dia e apresenta um registro já expirado pode ser preso. 

14. Saiba quais itens devem ser testados

As inspeções exigidas para liberar o registro de um carro usado nos EUA seguem certo padrão em quase todo o país. São averiguados itens como luzes, freios, paletas para chuva (tanto na frente como atrás), pneus, vidros, cintos de segurança e carcaça.

Essas averiguações podem ser feitas em lojas privadas autorizadas pelos governos estaduais, que, em geral, não mantêm unidades próprias para realizar o serviço. Se o veículo não é aprovado no teste, há um período para que sejam feitos o conserto e uma nova submissão à avaliação.

15. Não se esqueça da procedência

Um dos itens mais importantes e que traz tranquilidade para o novo comprador é saber qual é a origem do veículo. Conhecer o dono e saber como ele utilizava esse carro é fundamental para garantir a condição do bem.

Uma maneira de realizar essa pesquisa detalhada é tendo acesso ao manual do automóvel. Sempre que for negociar um carro usado nos EUA, pergunte ao vendedor onde está esse documento e peça para analisá-lo.

16. Descubra o histórico

O histórico do carro também pode ser requisitado ao antigo proprietário. Ele detalha diversas informações, como: registro de fraude no odômetro, envolvimento em acidente e caso de furto ou roubo. Tal registro é conhecido como Vehicle History Report (VHR), mas também pode ser chamado de VIN check, VIN number ou VIN lookup.

Para emiti-lo, é preciso ter em mãos o número de identificação do automóvel, chamado de Vehicle Identification Number (VIN). Algumas vezes, é preciso pagar para obter esses detalhes — mas compensa, já que se trata de uma grande segurança. No VIN check, é possível verificar:

  • passado do antigo dono;
  • possíveis dívidas ligadas ao carro;
  • manutenção feita;
  • dados do registro veicular;
  • situação do odômetro;
  • danos por inundação;
  • histórico de acidentes;
  • condições do airbag, entre outros detalhes.

Para garantir todo esse detalhamento, é preciso obter o VIN number, que fica disposto em algumas partes do carro, como na frente, embaixo do capô, do lado do motorista, no painel e na parte interior do para-lama dianteiro.

Depois de anotar esse registro, procure uma empresa que possa fazer a pesquisa de todos os dados. É possível, também, requisitar que o vendedor disponibilize o relatório a você, condicionando o fechamento do negócio a isso.

17. Atente-se a questões essenciais

Algumas alterações em itens veiculares podem causar grandes prejuízos ao novo proprietário. A adulteração do odômetro, que indica quanto um carro já foi rodou, é uma irregularidade que influencia no valor e maquia uma condição de uso.

Nos EUA, essa ilegalidade pode gerar graves penalidades para o vendedor. Em alguns estados, se for pego, ele recebe pena e o negócio é cancelado.

Os 17 tópicos descritos neste post permitirão que você pesquise, procure as melhores opções e entenda as regras e garantias que estão envolvidas na compra de um carro usado nos EUA.

Agora que você tem muito mais informação e detalhamento de como procurar e fechar o melhor negócio na terra do Tio Sam, deixe seu comentário sobre situações e experiências (positivas ou não) pelas quais já passou ao tentar ou comprar um veículo!

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